O
acto da sobrevivência constitui a causa material principal da existência do
Homem, ou seja, vivemos porque conseguimos sobreviver. A estrutura socioeconómica
de cada região, país ou continente influi bastante para a maneira como se
alcança a sobrevivência, mas de modo geral é uma batalha árdua principalmente
em países como o nosso, onde a maioria da população vive abaixo dos indicadores
numéricos usados internacionalmente para medir o nível de vida. Somos pobres.
Significa tal afirmação que não dispomos de recursos suficientes para
satisfazer as nossas necessidades elementares e termos uma vida digna, tornando
a sobrevivência uma batalha muito mais dura em relação a outros contextos. Aqui
usa-se de todos os meios, reais, imaginários e até inexistentes (os burladores
que o comprovem), mas nem todos os soldados enfrentam-na de maneira
honesta. O homem na imagem, já idoso e não
gozando de todas suas faculdades motoras, dependente da cadeira de rodas,
enfrenta esta luta na avenida Vladmir Lenine na cidade de Maputo; de sapateiro,
engraxador a vendedor de recargas, desafia a sua condição para garantir o seu e
o sustento da sua família tornando-se um exemplo inspirador, para os demais
compatriotas na sua condição e não só, numa sociedade onde meios impróprios
(como o crime) são usados para justificar a sobrevivência. Várias pessoas na
sua idade recorrem a esmola, e até os melhores posicionados, jovens vivem do
lixo. caso para considerá-lo, Um soldado especial na batalha da sobrevivência.
Osvaldo
Agostinho